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Nascidos na Região do Vale do Rio Doce, Leste de Minas Gerais, os irmãos (Antero de Souza Lima e Almezino de Souza Lima), tiveram uma infância humilde e cheia de muitas dificuldades com altos e baixos como a de todos os jovens que nasceram na Zona Rural : sem televisão, sem internet e sem celular. Somente um rádio de pilha era o guia para buscar o gosto pela musica caipira.(a música raíz).
Os filhos do pequeno agricultor-lavrador - Nicolino de Souza Lima e da Dama do Lar, Nervialina Nunes de Lima,(em memória), trabalharam na roça desde pequenos, plantando: milho, arroz, feijão, amendoim, cana-de-açúcar, mandioca, café, araruta, inhame, batata, banana e muitas outras culturas do Leste de Minas.
Desde que viviam la no sítio Souza Lima, na Estrada da Fumaça, em São Francisco do Jataí,no município de Itanhomi, no Leste Mineiro,eles ja sonhavam com a vida artística. Nas suas imaginações transformavam o som da enxada em som de viola, ao "carpir" as ervas daninhas no milharal, arrozal, feijoal e entre os becos do cafezal.Faziam versos da garapa saída das moendas dos engenhos, dos cocões, dos carros-de-bois, nas madrugadas sertanejas. Na olaria,faziam música do gualapo e da grade, quando fabricavam telhas cobucas, o retrato do telhado das casas dos caboclos interioranos.
Na luta diária, eles transformaram o enxadão, a picareta, a cavadeira, o machado e a foice em instrumentos musicais: (violão, viola, pandeiro). Faziam de microfones, as latinhas de massa de tomate,usadas nas macarronadas aos domingos, isso quando o pobre franguinho não morria na panela.
Um dia a coisa mudou. O melado, a rapadura, a telha, o tijolo de barro ficaram para trás, não no esquecimento e nem na saudade, mas eles queriam outros horizontes e precisavam correr ao encontro deles.
Antero de Souza Lima, na década de 70, aproximadamente, em 1969 a 1970 vai para São Paulo. Aí ficou só as lembranças de quando começou a cantar com seu irmão mais velho, Amilton de Souza Lima, (em memória), o mais velho dos 12 irmãos. Eles, lá em Jataí e região, cantavam em festinhas da roça, tais como: Fogueira de São João, São Pedro e Santo Antonio. Eram sempre convidados a cantar em casamentos, batizados, aniversários, Primeira Comunhão e muitas outras festas de interior. Era só surgir uma festinha, lá estavam os filhos do seu Nicolino e da Dona Fiica, (nome familiar da mãe), batendo suas violinhas, comendo as broas de fubá e aqueles biscoitos de polvilho de dar água, até na boca de estátua.
Em (1969-1970 ) Antero vai para São Paulo, na região do Ipiranga e aí forma outra dupla batizada de Tamio e Tupã, sendo Antero (Tupã) e Raimundo, o cearense, (Tamoio). Gravaram um compacto. Cantaram em programas sertanejos da rádio Cacique de São Caetano e em circos na região do ABCD paulista. Essa parceria não teve longa vida, durou pouco mais de seis meses. Nessa dupla Antero fazia a primeira voz e Raimundo a segunda.
O Tupã forma outra dupla com um novo parceiro. Palante e Palestino, um mineiro de Guaxupé-MG, Natalino, era o nome dele. O novo parceiro fazia a segunda voz. Eles gravaram um único LP de vinil. A parceiria durou de 1970 a 1976.
Os dois - Palante e Palestino - fizeram uma brilhante carreira, cantando nas rádios dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais.
Cantaram também, em várias rádios, Cacique de São Caetano, etc, e circos, tais como: circo Columbio, Circo Sete Anões e tantos outros deste Brasilzão Sertanejo.
Na década de 70, o circo nas cidade brasileiras, era as atrações do povão e uma fonte de renda para muitos artistas. O circo, além de gerar trabalho trazia alegria para os amantes dos espetáculos.
Em 1987 aproximadamente, Almezino de Souza lima mudou-se para São Paulo, na região de Jandira, cidade um pouco fora da capital paulista. Ele foi morar na casa do irmão Antero, que na ocasião estava sem parceiro definido. Em pouco tempo depois, formou dupla com seu irmão Antero.
Os dois foram num programa de auditório da ABAS, dirigido pelo animador Fusco Neto em Osasco SP, onde cantaram pela primeira vez para uma platéia amante da música sertaneja e foram batizados com nome de "OS Dois Mineiros".
Receberam o nome de Dois Mineiros, porque um é de Minas e o outro de Minas também, por isso o Sr.Fusco Neto, não encontrando um nome de imediato, anuciou pelos quatro cantos do mundo: "vem aí os Doiiiiiiiiiiiissssssssssss Mineiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiros!!!!!!!!. "E assim ficou batizados, os filhos de São Francisco do Jataí, Itanhomi, no Leste Mineiro, a dupla, "Os Dois Mineiros"
A dupla inicia-se cantando nas rádios: Difusora de Osasco de São Paulo, na Tupi e tantas outras de programas do gênero sertanejo, além de centenas de entrevistas ao vivo. Os Dois Mineiros apresentaram também com maestria na TV Canal do Boi (Programa da Eliane Camargo), TV Bandeirantes (Programa do Bolinha), Programa da Inezita Barroso, TV Aparecida (Programa Terra da Padroeira) e gravaram: compacto, LP, CDs e seguiram gravando, gravando.
Gravaram o primeiro trabalho discográfico pela Gravadora Chororó : CASA DA COLINA. Pela Tocantins gravaram o segundo: DOSE DUPLA. o terceiro: CADÊ O BEIJO, o quarto: SÓ MODA DE VIOLA, o quinto: SÓ DEUS PRA SEGURAR, o sexto: ÍNDIO GUERREIRO e o sétimo: PASSA LÁ EM CASA..
O sexto CD foi lançado em Conselheiro Pena/MG e o sétimo em São Francisco do Jataí, terra natal onde nasceram.
Antero adquire a Gravadora Tocantins da dupla Liu e Léu, os irmãos de Zico e Zéca, primos também de Vieira e Vieiriha. Dizem os entendidos que a música está no sangue e aí está a prova. Na família dos Dois Mineiros também tem música no sangue. O avô Hilio Nunes de Morais, tocava Pistom, um instrumento de sopro e fazia parte da Banda de músisa de Bom Jesus do Galho-MG. Seu tio José Nunes dos Reis,o Juquinha do Hilio, tocava sanfona Oito Baixos e fazia a poeira levantar nos pagodes da regiao do Jatai. Outro tio, Ciro Nunes de Morais, tocava cavaquinho e violão. Então, não precisa explimar mais nada. Tá explicado... "OH! A MÚSICA ESTÁ NO SANGUE".!!!
Os Dois Mineiros são agora artistas permanentes da Gravadora Tocantins, onde gravaram o sétimo trabalho e lançado em Jataí, em setembro 2007.
No lançamento do sétimo CD no Jubileu do Jataí, deu-se início as gravacões para o primeiro DVD - "DOCUMENTÁRIO" - da dupla com os seguintes participantes: Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Léu, Abel e Caim, Tenório e Praiense, Tony Gomide e Maracaí.
Os Dois Mineiros são queridos e respeitados pelos fãs conquistados pelas saudosas músicas raízes e forronejos dançantes.
O público fiel dos Dois Mineiros estão espalhados no Brasil, Canadá, México e Portugal.
O pouco tempo livre da dupla - Os Dois Mineiros - é dedicado as suas famílias em Jandira/SP.
A humildade e a simpatia são marcas registradas da dupla, "Os Dois Mineiros", os irmãos do Leste de Minas, Vale do Rio Doce.
A dupla sertaneja faz questão de receber com carinho e dedicação, em seus shows, as coquistas alcançadas em quase vinte anos de carreira no rádio, na televisao e no palco, onde os dois filhos de São Francisco do Jatai, pisaram, cantaram e registraram a marca deixada pela muúsica do campo: (raiz de raízes setanejas).
A música sertaneja é a alavanca que levanta e suporta as origens dos artistas que prezam a cultura e o folclore da região.
"Os Dois Mineiros sabem a música que você e sua família gostam de ouvir: raiz de raízes sertanejas e forronejo dançante. Portanto, "Deus não escolheu capacitados, mas capacita quem Ele escolhe".

 

OS DOIS MINEIROS

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