|
Moacyr dos Santos nasceus em 30 de junho de 1932 em Monte Aprazível-SP e faleceu em 20 de abril de 1996 em São Paulo/SP.
Despertou seu desejo compor, principalmente como letrista, através de um pequeno livro de modinhas. Ficou impressionado com algumas letras de Lourival dos Santos (não havia nenhum parentesco entre eles, apesar de terem o mesmo sobrenome). Chegou a São Paulo em 1953, onde procurou por Lourival e, em pouco tempo, começaram a compor juntos.
Destacou-se como letrista e fez parceria com diversos nomes da música caipira raiz, dentre os quais Sulino, Tião Carreiro, Tião do Carro, Jacozinho e Paraíso, e Lourival dos Santos.
Trabalhou também como programador na Rádio Clube de Tanabi e também na Rádio Brasil Novo de São José do Rio Pardo.
Diversas duplas gravaram suas composições.
Moacyr dos Santos também compôs inúmeras músicas em parceria com o Paraíso, tais como "Franguinho Na Panela", "Não é Mole Não", "O Esteio e o Estorvo", "O Gato e a Pomba" e "Pé de Boi e Mão de Vaca".
Paraíso era por sinal muito amigo de Moacyr dos Santos e "Franguinho na Panela" teve uma história, já que Moacyr um dia foi ao escritório de Paraíso e lhe mostrou um rascunho da música, a qual encantou o parceiro que, ocupado, acabou deixando para outro dia.
Porém, poucos dias depois, Moacyr dos Santos faleceu e Paraíso, bastante chateado, tentava lembrar como era a melodia da música e nada, até que, muito tempo depois, uma dupla caipira foi ao seu escritório, querendo orientação para gravar um disco e, numa fita, levavam também uma gravação do que seria a idéia básica do mesmo "Franguinho na Panela". Moacyr dos Santos, que também era amigo dessa dupla, havia apresentado a eles a música. Paraíso fez então o acabamento tão desejado e a primeira gravação ficou a cargo de Craveiro e Cravinho, que marcou o retorno à carreira artística, e com sucesso imediato.
Moacyr dos Santos jamais parou de compor e, ao falecer, deixou diversos trabalhos inacabados e algumas de suas obras ainda inéditas estavam sendo gravadas.
Algumas composições de Moacyr dos Santos:
- Achei Pouco, Achei Bom (Jacozinho e Moacyr dos Santos)
- A Ferro e Fogo (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Mulher do Cachaceiro (Moacyr dos Santos e Tião do Carro)
- Baiano no Côco (Moacyr dos Santos e Vaqueirinho)
- Boiadeiro de Palavra (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Boi Fumaça (Moacyr dos Santos e Sulino)
- Bom de Bico (Moacyr dos Santos e Sulino)
- Caboclinha (Moacyr dos Santos e Milton José)
- Caboclo do Pé Quente (Sulino e Moacyr dos Santos)
- Canção à Morena da Praia (Xavantinho, Moacyr dos Santos e Tião do Carro)
- Cavalo Enxuto (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Cavalo que Pula (Carlos Militar e Moacyr dos Santos)
- Cochilou o Cachimbo Cai (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Começo do Fim (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Coração Redomão (Tião do Carro e Moacyr dos Santos)
- Empreitada Perigosa (Moacyr dos Santos e Jacozinho)
- Faca que Não Corta (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Franguinho na Panela (Moacyr dos Santos e Paraíso)
- Fundanga (Moacyr dos Santos e Zé Claudino)
- Laço da Saudade (Moacyr dos Santos e João de Deus)
- Ladrão de Terra (Moacyr dos Santos e Teddy Vieira)
- Mãe Cega (Moacyr dos Santos e Tião do Carro)
- Mão Fechada (Moacyr dos Santos e Chico Mineiro)
- Mariquinha (Moacyr dos Santos e Quintino Eliseu)
- Menino Boiadeiro (Sulino e Moacyr dos Santos)
- Não é Mole Não (Paraíso e Moacyr dos Santos)
- Ninho de Cobra (Moacyr dos Santos e Jacó)
- O Caçador (Moacyr dos Santos e Jacozinho)
- O Dedo de Deus (Moacyr dos Santos e Gamalier)
- O Esteio e o Estorvo (Moacyr dos Santos e Paraíso)
- O Gato e a Pomba (Moacyr dos Santos e Paraíso)
- O Jogador de Baralho (Moacyr dos Santos, Quintino Eliseu e Sulino)
- O Machado e a Moto-Serra (Moacyr dos Santos e Zé Goiano)
- O Milagre de São Gonçalo (Nenete e Moacyr dos Santos)
- O Peão e o Ricaço (Sulino e Moacyr dos Santos)
- O Pobre e o Rico (Sulino e Moacyr dos Santos)
- Os Filhos da Bahia (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- O Tesouro é do Patrão (Lourival dos Santos, Moacyr dos Santos e Paraíso)
- Pagode na Praça (Moacyr dos Santos e Jorge Paulo)
- Patrão Camarada (Jacozinho e Moacyr dos Santos)
- Peão da Cidade (Sulino e Moacyr dos Santos)
- Pé de Boi e Mão de Vaca (Moacyr dos Santos e Paraíso)
- Pé Quente (Moacyr dos Santos e Jacozinho)
- Perereca (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Portas Fechadas (Jacozinho e Moacyr dos Santos)
- Preto e Branco (Moacyr dos Santos e Sulino)
- Priminha Linda (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Promessa do Batistinha (Moacyr dos Santos, Ado Benatti e Marrueiro)
- Pula-Pula (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Pura Verdade (Sulino e Moacyr dos Santos)
- Rei do Pagode (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Resposta de Bombardeio (Moacyr dos Santos, Sulino e Celso Duarte)
- Sonho dos Direitos Autorais (Jacozinho e Moacyr dos Santos)
- Suspirando (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Tem e Não Tem (Moacyr dos Santos e Tião Carreiro)
- Tem Gambá no Galinheiro (Tião do Carro e Moacyr dos Santos)
- Terra Bruta (Moacyr dos Santos e Jacozinho)
- Tirando Aço do Chão (Xavantinho, Moacyr dos Santos e Martins Neto)
- Tudo Certo (Tião Carreiro e Moacyr dos Santos)
- Tudo Serve (Tião Carreiro e Moacyr dos Santos)
- Um Beijo Só (Moacyr dos Santos e Sulino)
- Vizinha Fuchiqueira (Sulino, Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
Texto: Sandra Cristina Peripato
Fonte: www.boamusicaricardinho.com

Moacyr dos Santos

Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos, Pardinho e Tiao Carreiro

Moacyr dos Santos e Índio Vago - 29/10/1956

|