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ZEQUINHA DE ABREU

 

José Gomes de Abreu (Zequinha de Abreu) nasceu na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, no interior do estado de São Paulo, em 19 de setembro de 1880, e faleceu em São Paulo/SP, em 22 de janeiro de 1935.
Zequinha de Abreu era o mais velho dos oito filhos do boticário José Alacrino Ramiro de Abreu e de Justina Gomes Leitão. Sua mãe anseava para que ele seguisse a carreira de padre e o pai desejava que se formasse em Medicina.
Já aos seis anos de idade conseguia tirar melodias numa flauta; pouco depois, ao ingressar na escola de São Simão, vila vizinha de sua terra natal, começou a estudar rudimentos de música com Dionísio Machado. Ainda no curso primário organizou uma bandinha, da qual era regente, continuando seus estudos musicais com o professor baiano José Inácio. Transferido para o Colégio São Luís, em Itu/SP, tocou ocarina no conjunto de um parente, José de Abreu. Nos três anos em que permaneceu no colégio, estudou harmonia com José Basílio.
Em 1894 ingressou no seminário episcopal em São Paulo, onde estudou harmonia com José Pinto Tavares, padre Juvenal Kelly. Dois anos depois voltou para Santa Rita do Passa Quatro, onde foi trabalhar na farmácia do pai, José Alacrino de Abreu. Datam dessa época suas composições "Flor da Estrada", valsa mais tarde lançada com algumas modificações, e o maxixe "Bafo de Onça". Suas primeiras composições editadas foram o xótis "D'Alva" e a valsa "Soluços D'alma", lançadas pela Casa Sotero, do Rio de Janeiro/RJ. Organizou uma banda e uma orquestra que se tornaram conhecidas nas cidades do interior paulista.
Em 1898, apresentando-se com sua orquestra num baile em Santa Cruz de Estrela/SP, conheceu a professora Durvalina Brasil, com quem casou a 11 de maio de 1899, ali fixando residência e abandonando a música para abrir uma farmácia. Pouco tempo depois, entretanto, voltou à cidade natal, onde organizou a Lira Santa-Ritense e a Orquestra Smart, que atuava no cinema do mesmo nome. Empregou-se como escrevente na coletoria local e continuou a compor choros, tangos, valsas, fox-trots e marchinhas.
Em 1909 tornou-se secretário da Câmara Municipal, sem abandonar sua participação na Lira Santa-Ritense, que em 1911 obteve o segundo lugar num concurso de bandas em Pirassununga/SP. Em 1917, num baile do Grêmio Literário e Recreativo de Santa Rita do Passa Quatro, apresentou uma composição nova, um chorinho ainda inacabado e sem nome; os pares pulavam tanto que observou, ao pessoal da banda, "até parece tico-tico no farelo..." Estava lançada a sua mais famosa composição; no entanto, com o título de "Tico-Tico no Fubá", só foi editada em 1930 e, com a letra escrita em 1931 por Eurico Barreiros, só foi gravada em 1942 por Ademilde Fonseca. Dez dias antes, porém, Alvarenga e Ranchinho tinham gravado o choro com uma letra curta de Alvarenga e o subtítulo de "Vamos Dançar Comadre"; e, nos E.U.A., Carmen Miranda já a vinha cantando com outros versos de Aluísio de Oliveira. Utilizado em 1943 por Walt Disney em seu filme "Saludos Amigos" (Alô Amigos), o "choro-sapeca" tornou-se uma das músicas brasileiras mais conhecidas e gravadas no mundo inteiro.
Por volta de 1918 compôs a valsa "Branca", outra composição marcante em sua obra, em homenagem à filha do chefe da estação ferroviária, Branca Barreto. Em 1920, depois da morte do pai, estabeleceu-se com a família em São Paulo, onde passou a trabalhar como pianista demonstrador da Casa Beethoven. Sempre compondo, conseguiu emprego na orquestra do Bar Viaduto, tocando em muitos dancings e cabarés das avenidas São João e Ipiranga. Em 1924 escreveu "Sururu na Cidade", composição bem humorada sobre os dias agitados da revolução de 1924, que fez grande sucesso. Nesse ano os Irmãos Vitale editaram sua valsa "Branca", que se tornou o primeiro grande sucesso da nova editora musical. Para reforçar o orçamento doméstico, costumava percorrer casas de famílias abastadas, interpretando ao piano suas composições e vendendo as partituras.
Várias de suas composições foram gravadas por orquestra, já que compunha apenas as melodias: "Tico-Tico no Fubá" e "Branca" tiveram suas gravações originais num mesmo disco da Columbia, lançado em 1931, na interpretação da Orquestra Colbaz dirigida pelo maestro Gaó. Recebendo letras de parceiros, outras foram gravadas por cantores como Francisco Alves, que pôs em disco o samba "Pé de Elefante" (com Dino Castelo), em 1927, as valsas "Aurora" (com Salvador Morais) e "Rosa Desfolhada" (com Dino Castelo), em 1929, e "Amor Imortal" (com João de Barro), em 1933, e Celestino Paraventi, que interpretou as valsas "Tardes em Lindóia" (com Pinto Martins) e "Longe dos Olhos" (com Salvador Morais), em 1930. Nos últimos anos de vida, foi várias vezes ao Rio de Janeiro, conhecendo, através do compositor Bororó, o poeta Catulo da Paixão Cearense.
Em 1933 foi fundada a Banda Zequinha de Abreu, com 25 figurantes. Dezessete anos depois de sua morte, a Companhia Vera Cruz produziu o filme "Tico-Tico no Fubá", dirigido por Fernando de Barros e Adolfo Celi, baseado na vida do compositor.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira
Site Oficial: www.zequinhadeabreu.com

 

MÚSICAS DE AUTORIA DE ZEQUINHA DE ABREU

 

- Alma em Delírio - Zequinha de Abreu
- Alvorada de Glória - Zequinha de Abreu
- Amando Sobre o Mar - Zequinha de Abreu e Arlindo Marques Júnior
- Amor Imortal - Zequinha de Abreu e João de Barro
- A Noite Desce - Zequinha de Abreu
- Astro Apagado - Zequinha de Abreu
- Aurora - Zequinha de Abreu e Salvador J. de Morais
- Bafo de Onça - Zequinha de Abreu
- Beijos ao Luar - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Beijos Divinais - Zequinha de Abreu
- Benzinho Adeus - Zequinha de Abreu
- Branca - Zequinha de Abreu
- Casar Não é Casaca - Zequinha de Abreu e Marquês de Ripafloxa
- Coração Amargurado - Zequinha de Abreu
- D'Alva - Zequinha de Abreu
- Doce Ilusão - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Doce Mentira - Zequinha de Abreu
- Doce Sonho - Zequinha de Abreu
- Elza - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Envelhecer Sorrindo - Zequinha de Abreu e Ronaldo Alvim
- Espalha Brasa - Zequinha de Abreu e Marquês de Ripafloxa
- Eterno Enlevo - Zequinha de Abreu
- Flor da Estrada - Zequinha de Abreu
- Garotas Modernas - Zequinha de Abreu
- Glorificação da Beleza - Zequinha de Abreu
- Idílio Suave - Zequinha de Abreu
- Lágrimas de Amor - Zequinha de Abreu
- Levanta Poeira - Zequinha de Abreu
- Longe dos Olhos - Zequinha de Abreu e Salvador J. de Morais
- Meu Bem Me Leva - Zequinha de Abreu
- Minha Valsa - Zequinha de Abreu
- Moleque Safado - Zequinha de Abreu
- Moleque Sarado - Zequinha de Abreu e Ruy Borba
- Morrer Sem Ter Amado - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Mulher - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Não Me Toques - Zequinha de Abreu
- Não Te Esqueças de Mim - Zequinha de Abreu
- Noites de Alegria - Zequinha de Abreu
- Nossa Padroeira - Zequinha de Abreu e Arlindo Marques Júnior
- Nosso Ideal - Zequinha de Abreu e Príncipe dos Sonhos
- Oceano de Rosas - Zequinha de Abreu e Naro Demostenes
- Os Pintinhos no Terreiro - Zequinha de Abreu
- Patinando - Zequinha de Abreu e Vicente de Lima
- Pé de Elefante - Zequinha de Abreu e Dino Castelo
- Pensando em Ti - Zequinha de Abreu
- Perdoa-me - Zequinha de Abreu
- Perto do Coração - Zequinha de Abreu
- Primavera de Beijos - Zequinha de Abreu
- Reminiscências - Zequinha de Abreu
- Ressurreição - Zequinha de Abreu
- Rosa Desfolhada - Zequinha de Abreu e Dino Castello
- Sapequinha - Zequinha de Abreu
- Saudoso Adeus - Zequinha de Abreu
- Só Pelo Amor Vale a Vida - Zequinha de Abreu
- Soluçar de um Coração - Zequinha de Abreu e Satulan
- Soluços D'alma - Zequinha de Abreu
- Sonhando Amor - Zequinha de Abreu
- Sublime Amor - Zequinha de Abreu e João de Barro
- Súplicas de Amor - Zequinha de Abreu
- Sururu na Cidade - Zequinha de Abreu
- Tardes em Lindóia - Zequinha de Abreu e Pinto Martins
- Tico-Tico no Fubá - Zequinha de Abreu
- Último Beijo - Zequinha de Abreu
- Zombando Sempre - Zequinha de Abreu

 

FILMOGRAFIA

 

"TICO-TICO NO FUBÁ" - 1952

Ficha Técnica:
País:
Brasil
Ano de Produção: 1952
Tipo de Filme: Longa-metragem
Gênero: Drama, Música
Idioma: Português
Cor: Preto e Branco
Estréia: 21 de Abril de 1952 (Mundial)
Duração: 109 minutos
Direção: Adolfo Celi
Roteiro: Jacques Maret, Guilherme de Almeida, Oswaldo Sampaio
Produção: Adolfo Celi, Fernando de Barros
Música Original: Radamés Gnatalli
Música Não Original: Zequinha de Abreu
Fotografia: José Maria Beltrán, H. E. Fowle
Edição: Oswald Hafenrichter, Edith Hafenrichter
Direção de Arte: Aldo Calvo, Pierino Massenzi
Figurino: Aldo Calvo, Antonio Soares de Oliveira
Guarda-Roupa: Nieta Junqueira, Ida Fogli, Zilda Vergueiro
Maquiagem: Jerry Fletcher
Efeitos Sonoros: Erik Rasmussen, Ernest Hack
Empresa Cinematográfica: Vera Cruz Studios
Distribuidor: Columbia Pictures do Brasil
Indicações: Festival Internacional de Cannes, França
Grand Prix do Festival (Adolfo Celi)

Elenco: Anselmo Duarte como Zequinha de Abreu; Tônia Carrero como Branca; Marisa Prado como Durvalina; Marina Freire como Amália, tia de Durvalina; Zbigniew Ziembinski como Dono do Circo; Modesto de Souza como Luiz; Victor Lima Barreto como Inácio; Xandó Batista como Vendedor de rádios; Renato Consorte como Barbeiro; Abelardo Pinto como Palhaço; Labiby Madi como Mulher presente ao casamento; Adolfo Celi; Sérgio Hingst.

Sinópse: Jovem e modesto funcionário da prefeitura da pequena e pacata Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo, Zequinha de Abreu tem fortes dons artísticos e é noivo de Durvalina, uma das mais belas moças do lugar.
Tudo parece transcorrer normalmente, até a chegada de um circo, que agita a cidade. Ao ir receber os devidos impostos, conhece e apaixona-se por Branca, uma bela amazona, que lhe rouba uma partitura e o faz tocar à noite, após o espetáculo, provocando ciúmes e tristeza em sua noiva Durvalina.
Nessa mesma noite, compõe Tico Tico no Fubá. Chega o momento do circo ir embora e Branca pede a Zequinha para viajar com ela. Totalmente dividido, mas muito apegado à terra, recusa o convite e vê seu grande amor partir.
Mesmo sem esquecer Branca, Zequinha casa-se com a noiva, mas vive angustiado, tentando lembrar-se da melodia daquela música, da qual não tem cópia. Começa a beber e, animado pela mulher, vai com a família tentar a sorte em São Paulo, onde passa a perambular, tocando de bar em bar para sobreviver.
Após muitos anos, já envelhecido, por acaso reencontra sua paixão numa festa de Reveillon, para a qual fora contratado como músico. Acompanhada de um milionário, Branca o reconhece. Ao vê-la, recorda-se da melodia e a toca com sucesso. Seu coração, porém, não resiste à emoção e ele morre em seus braços.

 

VÍDEOS

 

Filme "Tico-Tico no Fubá" - 1952

 

FOTOS

 

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Zequinha de Abreu - 001 Zequinha de Abreu - 002 Zequinha de Abreu - 003 Zequinha de Abreu - 004 Zequinha de Abreu - 005 Zequinha de Abreu - 006 Zequinha de Abreu - 007 Zequinha de Abreu aos 26 anos Zequinha de Abreu, aos 10 anos, ao pé ao centro, entre irmãos Zequinha de Abreu - Álbum de Choros Durvalina e Zequinha de Abreu O piano de Zequinha, marca Gebr Primeira residência do casal Zequinha e Durvalina Zequinha de Abreu - Catálogo Cartaz do Filme Tico-Tico no Fubá Zequinha de Abreu - Álbum Vera Cruz - 1952 visual lightbox for MACby VisualLightBox.com v6.1

 

PARTITURAS

 

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A Noite Desce... Alma em Delírio Amando Sobre o Mar Amargo Pranto!... Amor e Medo Amor Imortal... Apaixonadamente Asas Brasileiras Astro Apagado Aurora Bafo de Onça Bandoleiro Bebê Beijinhos de Amor Beijos ao Luar Beijos Divinais Belkiss Branca Cada Macaco no Seu Galho Caidinho Por Ti!... Conchinha de Prata Coração Amargurado Dá-me um Beijinho Doce Ilusão Doce Mentira Doce Sonho É Sopa!... Elza Envelhecer Sorrindo Espalha Brasa Eterno Enlevo Fidalgo Flor da Noite Flor de Estrada Fui na Onda Garotas Modernas Ideal Desfeito Idílio Suave... Ilusões do Amor Lágrimas de Amor Longe dos Olhos Madrid Meu Amor Adoro-te Minha Valsa Misteriosa Moleque Sarado!... Morrer Sem Ter Amado!... Mulher... Não Creio em Ti Não Me Toques Não Me Toques Nao Te esqueças de Mim... Noites de Alegria... Norzinha Nossa Padroeira Nosso Ideal Nuvens O Príncipe dos Amantes Oceano de Rosas Olhar Fascinador Olhos Esquivos Oraciema Os Teus Encantos Pé de Elefante Pensando em Ti... Perdôa-me Perto do Coração Por que Me Enganou Primavera de Beijos Primavera de Beijos Revelação Rosa Desfolhada Rosa Desfolhada Saudoso Adeus... Só Pelo Amor Vale a Vida Só Teu Amor!... Solitário Soluçar de um Coração Sonhando Amor Sublime Amor Súplicas de Amor Talismã Tardes em Lindoya Tentação Tico-Tico no FFubá Último Beijo Uma Noite de Amor visual lightbox for MACby VisualLightBox.com v6.1