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PIOLIN

 

Abelardo Pinto, mundialmente conhecido por seu nome artístico "Piolin", nasceu em Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo, em 27 de março de 1897, e faleceu em São Paulo/SP, em 04 de setembro de 1973.
Seu pai Galdino Pinto, circense brasileiro, nasceu no interior do estado de São Paulo, de pais fazendeiros. Estudou na cidade de Rezende no Rio de Janeiro, e foi nesta cidade, durante um espetáculo circense que assistiu, que se apaixonou pela atriz circense Clotilde Farnesi, especializada em tiro ao
alvo. O resultado é que acabou por ir embora com o circo, tornando-se mais tarde ele próprio um homem de circo. Tornou-se proprietário do Circo Americano, onde teve início sua dinastia.
A dinastia Galdino Pinto tem como seu membro mais ilustre seu filho Abelardo Pinto, o famoso Palhaço Piolim, que nasceu num circo armado na Rua Barão do Amazonas, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo em 27 de março de 1897.
Abelardo Pinto viveu sua infância dentro do circo, envolvido nas mais diferentes atividades. Seu treinamento teve início desde muito cedo, e aprendeu as modalidades de ciclista, saltador, casaca de ferro, acrobata e contorcionista, tendo se destacado nesta última enquanto criança. Aos oitos anos de idade apresentava-se no circo de seu pai como “o menor contorcionista do mundo”. Mesmo obtendo sucesso, o menino Abelardo não gostava de suas exibições.
O Circo Americano estava sem seu principal número: o palhaço havia ido embora. Então o Sr. Galdino Pinto foi a São Paulo com o intuito de tentar conseguir um substituto. O filho Abelardo, diante dessa situação, resolveu assumir a profissão de palhaço.
A partir deste momento, o Circo Americano adquire um artista que seria, mais tarde, aclamado como “O Imperador do Riso”.
Piolin casou-se com Benedita França, com quem teve os filhos Aylor, Áurea, Ayola (casada com Nelson Garcia, o Figurinha), Albertina e Ariel (que se tornou atriz de televisão). Por volta de 1917, passou a fazer o palhaço Careca, mas logo mudou para Piolin. Em 1929 Abelardo incorporou-o a seu nome de batismo,
tornando-se Abelardo Pinto Piolin.
Conquistou o reconhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literário realizado no Brasil em fevereiro de 1922, como exemplo de artista genuinamente brasileiro e popular. Seu apelido, que se refere a um tipo de barbante, é devido à sua estrutura física: magro e de pernas compridas. Foi considerado "o maior palhaço do mundo".
Piolin começou a fazer sucesso no Circo Irmãos Queirolo, no início dos anos 20, quando, substituindo Chicharrão, passou a fazer as cenas cômicas com Harrys e Chic-Chic. Depois, em 1925, associou-se a Alcebíades Pereira, e com ele, no Largo do Paissandu, viveu sua fase de glória. O presidente Washington Luiz era seu fã e tinha cadeira cativa todas as quintas-feiras no seu circo, e os modernistas, seus fãs assíduos, escreviam frequentemente sobre ele em jornais e revistas.
Durante mais de 30 anos, Piolin teve seu circo armado em São Paulo, no Paissandu e depois nos bairros do Brás, Paraíso e Marechal Deodoro e, por fim, na Avenida General Osório da Silveira (em local onde hoje funciona um bingo) onde permaneceu por 18 anos, até ser despejado, no final de 1961, pelo IAPC, antigo INPS. O motivo alegado na época foi a construção de um hospital, mas nada foi erguido até o início da década de 80. O despejo de Piolin tornou-se, assim, símbolo do descaso dos poderes públicos para com o circo.
Em 1972, numa iniciativa de Pietro e Lina Bo Bardi, organizadores da exposição do cinquentenário da Semana de Arte Moderna, o Circo Piolin foi armado no Belvedere do MASP. Nesse mesmo ano, 27 de março, data do aniversário de Piolin, foi declarado oficialmente como o Dia do Circo. As homenagens animaram Piolin, que comprou um circo e começou a viajar, mas teve de parar por problemas de saúde.
Foi um palhaço brasileiro de reconhecimento mundial, considerado um grande representante do meio circense, onde destacava-se pela grande criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista.
Abelardo Pinto Piolin morreu em 04 de setembro de 1973, de insuficiência cardíaca, engasgado com uma bala. Uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada para acompanhar o seu enterro.
Em 1975, a Travessa do Paissandu, onde os circos eram armados, passou a se chamar Rua Abelardo Pinto Piolin. E em 1978 tornou-se realidade o grande sonho de Piolin: a criação da primeira escola de circo no Brasil, que, numa justa homenagem, recebeu o nome de Academia Piolin de Artes Circenses. Sem apoio dos poderes públicos, encerrou suas atividades em 1983. Mas serviu de exemplo e inspiração para a criação das muitas escolas de circo que hoje existem
no Brasil. E, atualmente, o Dia do Circo, 27 de março, é comemorado em todo o país.

 

Texto: Sandra Cristina Peripato

 

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