Home Quem Somos? História da Música Fale Conosco

 

BATISTA DOS SANTOS

 

José Batista dos Santos nasceu em Fartura, no estado de São Paulo, em 20 de julho de 1956.
Seu pai era natural da cidade de Martinho Campos/MG, próximo à Monte Claros. Tocava sanfona de Oito Baixos, o que mais despertava sua admiração era a facilidade que tinha para improvisar versos em repentes cantados no estilo de calango.
Vez ou outra o encontrava cantarolando seus versos ao tamborilar sobre o tampo da mesa com uma caixa de fósforos.
Desde a idade de seis anos já sonhava em cantar, tocar, compor e viver no meio da arte musical.
Durante a juventude sentava-se num banco do jardim e ficava ouvindo as músicas que tocavam no serviço de radiofusão do coreto da praça. Decorava as letras das e ficava cantarolando por todo lugar que ia.
Um dia a irmã mais velha trouxe da cidade uma revista de letras de músicas cantadas pela dupla Tonico e Tinoco e lhe deu de presente. Entre as quais se destacavam "Pangaré" e "O Gondoleiro do Amor". Passava o dia todo cantando essas duas canções pelos quatro cantos do terreiro do quintal da pequena propriedade rural onde morava.
Sua mãe era natural da cidade de Itai/SP, e observando a sua inclinação, pediu ao seu pai para que comprasse um violãozinho de presente lá no armazém da cidade.
Depois de alguns dias sem resposta foi perguntar a ela sobre o violãozinho, mas recebeu a notícia de que seu pai não havia aprovado a compra por achar muito caro.
Aos 11 anos de idade foi morar com uma das minhas irmãs na cidade de Piraju/SP no Vale do Paranapanema. Lá, aos 12 anos de idade, começou a estudar Teoria Musical.
Quando chegou na 48ª lição da "Bona" (Método de Ensino de Teoria Musical) o seu Professor, Maestro Lázaro Coser, entregou-lhe um Trombone para que começasse a praticar alguns exercícios.
Em pouco tempo de estudo se ingressou na Banda Musical da Guarda Mirim da cidade de Piraju/SP.
Além de ter a oportunidade para desenvolver o dom pela música, recebeu naquela instituição a orientação necessária para a sua formação cívica e educacional, base dos valores morais e éticos que estabeleceu como diretriz para a sua vida.
Tinha facilidade para aprender as lições das partituras e, de outra parte, tirava sons estilizados do instrumento, destacando-se entre os demais componentes da banda.
Ao sentir a sua empolgação pela arte musical, certa vez o maestro o chamou para uma conversa particular e lhe disse que ele teria todas as características para ser um excelente músico. Entretanto, no nosso país, músico não tem nenhum valor profissional. Por isso o aconselhou a não se deixar enganar e que desse prioridade aos seus estudos e ao seu trabalho para que tivesse um futuro melhor.
Deixou a música para um segundo plano e nunca esqueceu daquele conselho.
Naquela ocasião já tinha 16 anos de idade. Passou dias refletindo sobre a situação econômica de sua família. Tinha que trabalhar para ajudar na subsistência de seus pais e irmãos.
Com muita tristeza chegou à conclusão de que o experiente maestro tinha toda razão... Naquele mesmo ano voltou para morar na casa de seus pais, na cidade vizinha de Taquarituba/SP.
Sem emprego e sem amigos na cidade, tendo que mudar de escola no meio do ano, e entristecido com a mudança radical pela qual estava passando, começou a escrever versos onde constestava a realidade, manifestava saudades e falava das paixoes da juventude.
Naquela ocasião começou a dedilhar um violão de propriedade de um de seus irmãos. Quando chegava do colégio, por volta das 23:00, ficava até altas horas da madrugada sentado na cama e dedilhando o violão, abafando as cordas com a palma da mão, para não acordar os demais.
No ano de 1977 aos 21 anos de idade, foi embora para a capital paulista.
A solidão da cidade grande o empurrou ainda mais para a vida contemplativa e, conseqüentemente, brotava muito mais inspirações para escrever.
Tinha uma mala de couro e um violão que carregava por todos os lugares onde morou. Naquela mala, além das roupas, mantinha um caderno e inúmeros pedaços de papel sobre os quais escrevia os seus versos.
Entre os pedaços de papel havia uma infinidade de guardanapos de balcão de bar nos quais registrava as inspirações inesperadas que brotavam durante as rondas boêmias que fazia diariamente pela capital paulista.
Em 19 de dezembro de 1977, ingressou através de concurso, na Petrobras Distribuidora S. A, no cargo de auxiliar de escritório. Ali iniciava o plano do seu primeiro objetivo.
Depois veio o desejo de cursar uma faculdade. Iniciou o curso de Administração de Empresas, mas teve dificuldades financeiras para pagar as mensalidades e acabou abandonando o estudo.
Dois anos depois retornou à Faculdade no curso de Economia. Mas teve que interromper o curso em função de dificuldades financeiras novamente.
Depois de casado, já com 34 anos, após já ter recebido três promoções na Petrobras, iniciou o curso de Direito, que concluiu no ano de 1986.
Em 1992 concluiu o curso de Pós-Graduação em Administração de Marketing na PUCCAMP. Agora só restava zelar pela carreira profissional.
Aí voltou a escrever numa produção imensurável de versos e poesias. Mas não as divulgava para não misturar arte com as atribuições de sua vida profissional.
Em outubro de 1999 aposentou-se por tempo de serviço na Petrobras.
No mesmo mês manteve contato com artistas de Campo Grande/MS, para onde havia sido transferido pela Petrobras em 1993, e já conseguiu gravar três letras inéditas com a dupla Ivo de Souza e Janguinho, os maiores astros da música sertaneja taíz do centro-oeste brasileiro.
Aos poucos foi se entrosando com o meio artístico e aprendendo técnicas e estilos que muito o ajudaram nas suas composições.
Em 2000, inscreveu uma letra intitulada "O Último Troféu", no Festival da 17ª Violeira Rose Abrão de Barretos/SP. A música foi interpretada pelos seus primeiros parceiros, Ivo de Souza e Janguinho, e obtiveram o primeiro lugar!
A partir de então passou a ser procurado para fazer letras e ceder composições para gravações de artistas da região centro-oeste.
Atualmente já são mais de 175 discos e DVD's com letras de sua autoria, gravadas por artistas de diversas regiões do país. De 1999 a 2010, participou, como compositor, de 20 Festivais, dos quais suas letras venceram 18, sendo que em todos suas obras estiveram na final.
Iniciou em 2002, a atividade de produtor musical e promoveu diversos lançamentos de novos artistas, entre estilos sertanejo, regional, MPB e pop/rock.
No período de março de 2002 até maio de 2005, apresentou o programa "Gente da Nossa Terra", pela Rádio Educação Rural de Campo Grande/MS.
Apresentou o programa "Na Boca do Brete" pela TV Regional Educativa do Estado do Mato Grosso do Sul.
Atualmente, morando na cidade de Itu/SP, está iniciando um projeto de divulgação de mais de 100 músicas demos gravadas em MP3 para os grandes intérpretes. São músicas sertanejas de raiz, românticas, modernas, bregas, sambas de raíz, evangélicas e MPB.
Entre músicas gravadas e demos prontos tenho mais de 500 obras já musicadas e mais de 600 letras inéditas para serem musicadas.
Escreve e concorre a prêmios literários através de contos e poesias em diversas regiões do país, com inúmeras obras já divulgadas.
É eternamente grato ao Maestro Lázaro Coser. Além de ter o orientando para iniciar no mundo da música, ainda o alertou e o influenciou de forma inestimável para que traçasse objetivos paralelos ao mundo da arte musical em sua vida pessoal.
Foi assim que, após 28 anos de espera, aposentou-se e retomou a lida com a arte musical em busca da realização dos seus sonhos de menino.

 

MÚSICAS DE AUTORIA DE BATISTA DOS SANTOS

 

- Alvo do Cupido - J. Carvalho, Batista dos Santos e Giba Goiab.
- A Viola e a Cultura - Ramiro Vióla e Batista dos Santos
- Berço de Ouro - Batista dos Santos
- Cabelos Brancos - Batista dos Santos
- Cenário de Tristeza - Batista dos Santos
- Chapéu de Carandá - Batista dos Santos
- Formação de Caboclo - Batista dos Santos
- Inquilino do Mundo - Valdemar Reis e Batista dos Santos
- Jardim do Pantanal - Batista dos Santos
- Meus Dois Diamantes - Valdemar Reis e Batista dos Santos
- Mulher Goiana - Batista dos Santos e Jesus Belmiro
- O Canto do Caipira - Batista dos Santos
- O Taquaritubense - Batista dos Santos
- O Último Troféu - Batista dos Santos
- Viola de Mãe Para Filha - Batista dos Santos
- Viola em Silêncio - Batista dos Santos e Ramiro Vióla

 

FOTOS

 

Visual LightBox Gallery generated by VisualLightBox.com
Batista dos Santos - 001 Batista dos Santos - 002 Batista dos Santos - 003 Batista dos Santos - 004 Batista dos Santos e Sandra Cristina Peripato visual lightbox for MACby VisualLightBox.com v6.1