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Clóvis Pontes Câmara, nasceu em Sertãozinho, no interior do estado de São Paulo, em 07 de maio de 1940. Filho de Manoel Pontes Câmara e Filomena Marroco.
Foi para São Paulo com 17 anos para seguir a carreira de sanfoneiro, inspirado no grande Mário Zan, Mário Genari Filho, Ângelo Reale e outros.
Foi contratado pelo Capitão Barduíno para fazer seu programa matinal na Rádio Bandeirantes de São Paulo, onde permaneceu por alguns anos.
Depois foi para a Rádio Nacional (atual Globo) onde tinha um programa exclusivo "Festival Rampazzo". Em seguida foi para a Rádio Record com o programa de mesmo nome. O programa era apresentado por Jorge Paulo, que colocou o slogan de "Os Dedos Carinhosos do Brasil".
Em 1959 gravou seu primeiro disco 78 rpm pela Gravadora Todamérica, cujo diretor era Cascatinha (dupla Cascatinha e Inhana). Dali foi para a Chantecler, depois para a RCA Víctor, onde gravou um total de 7 discos 78 rpm.
Gravou um total de 13 LPs e 2 CDs, pelas principais gravadoras da época, como CBS, Fermata, Chantecler e RCA.
Durante sua carreira viajou por todo o Brasil fazendo bailes e acompanhando duplas, tais como Luizinho e Limeira (substituindo a sanfoneira Zezinha), Cláudio de Barros, Piraci, Nhô Moraes e Primas Miranda (composto por Maria do Carmo e Sérgia, com quem é casado).
Clóvis Pontes é conhecido em todo o país como "O Sanfoneiro da Maior Platéia do Brasil".
Eis abaixo algumas das músicas gravadas em discos 78 rpm:
- MUNDO CIRCENSE (dobrado de Clóvis Pontes e Xanduzinho)
- VELHOS TEMPOS (maxixe de Clóvis Pontes e Ângelo Reale)
- VAI NESSA (polca de Clóvis Pontes e Hélio Cavalieri)
- MENSAGEM DE AMOR (tango de Roberto Stanganelli e Luizito Peixoto)
- ASSIM DEVO QUERER-TE (valsa de Clóvis Pontes e Ângelo Reale)
- SERINGUEIRO (tango de Clóvis Pontes e Olímpio Andreassa)
- ROCEIRO NA DANÇA (polca de Clóvis Pontes e Arlindo Sian)
- SENTIMENTO DE ARTISTA (tango de Clóvis Pontes e Beá Clemente)
- PÉ DE MOLEQUE (de Jonas Galvão e Clóvis Pontes)
- CORNÉLIO PIRES (dobrado de Clóvis Pontes)
- BRASIL E PARAGUAI (rasqueado de Clóvis Pontes e Olímpio Andreassa)

 

Texto: Sandra Cristina Peripato

Fonte: Sérgia Aparecida Miranda Pontes Câmara